Nasceram muitas luas e não havia nenhum vestígio de Morrís.
Eu sentia saudades de comer as fibras de lótus e das bebidas feitas de cascas de árvores e frutas silvestres que ela preparava.
O dia estava chuvoso, e a umidade intensificava a melâncolia.
Caminhei com dificuldade ao jardim e lá me sentei no banco embaixo do caramanchão de trepadeiras.
Aquele lugar estava cheio de cor e sensações, havia Anêmolas Coloridas, Alstromérias Brancas, Gérberas, Orquídeas Catléias, Girassóis,rosas vermelhas e brancas e a minha preferida: Hortênsia Lilás.
Eu sabia dentro de mim que Morrís não estava caçando...
Pelo tempo deveria estar buscando o seu “Xamã”, encontrando-o conseguiria ver o mundo sagrado e através dele, ter visões do mundo dos antigos espíritos e dos animais de poder.
Todos uma vez na vida têm a oportunidade desta busca.
A mente e a alma tangem a audição, o tato, a visão, o paladar e o olfato para instruir nosso alento vital e aperfeiçoar os instintos.
O Vento brincava com meus cabelos soltos no hobby vermelho caído sob meu ombro, e meus lábios ainda se mantinham ruborizados, tonalizando minha face sem feição.
Ouvia nitidamente o burburinhar da natureza a minha volta
O beija flor que furtava o néctar das flores...
As árvores revestindo-se de folhagens novas...
A energética e engenhosa formiga...
O cortês “Louva-Deus” e sua melodia aguda...
Era prazeroso deixar que o capim verde esmeralda levemente molhado acariciasse meus pés que se balançavam delicadamente para frente e para trás.
Aquele momento provocava em mim grande inspiração, talvez vontade sombria de existir novamente.
Não notei na época, mas já eram as ervas de Morrís que faziam o efeito da cura em minhas chagas.
-mestra!!! - Um grito esmagou a quietude do jardim.
-mestra, achei outra!!!
Jocker vinha em grande velocidade até mim; Seus olhos faiscavam satisfação.
A chave execrável.
Quando olhei em suas mãos aquela chave negra, grande em tamanho e superfície fina e gelada, meu corpo tremeu e minhas memórias daqueles tempos vieram à tona.
Então respirei fundo, tinha uma promessa a cumprir... depois de um suspiro e voz apropriada comecei a narrar:
Muitos anos atrás, antes de minha formação se dar por completa...
Meus mestres e mestras, levavam eu e outros pupilos para outros lugares a fim de aprendermos sobre a alma humana.
Viajávamos meses inteiros e percorríamos várias terras e culturas diferentes, sugando todas as informações que nossos olhos pudessem captar.
Éramos recebidos sempre pela parte nobre e poderosa, nossas acomodações eram as mais luxuosas possíveis, e nosso banquete preparado com os mais deliciosos e finos pratos.
Recordo-me de uma noite, estávamos na parte oriental, em terras árabes.
Meu corpo estava extasiado pelo Araq, uma bebida feita de uva destilada, mais forte que o vinho, quando o sultão mandou que entrasse dois rapazes,
Eles vieram completamente nus e pegaram um instrumento composto de duas bolas de metal ligadas por um fio. Cada um deles introduziu uma bola no ânus e ficaram de costas um para o outro, distantes o bastante para que a corda ficasse completamente esticadas.
"- O nome desse instrumento é violino árabe." – explicou uma de minhas mestras, passando uma vareta pela corda e tirando dela um som melodioso.
Nos séculos X e XI, no mundo árabe, tornou-se uma demonstração de requinte harém os catamitas. Eram rapazes treinados desde muito pequenos nas artes do sexo anal. Dizem que um único catamita poderia dar mais prazer a um homem que cem mulheres juntas. E eram tão valiosos quanto um diamante.
Como forma de prestígio, os sultões faziam questão de demonstrar aos seus convidados as habilidades únicas de seus catamitas. Uma dessas demonstrações era o instrumento que estou narrando.
Para que a corda fique tensa o suficiente para ser tocada, é necessário um controle extremo do esfíncter, o músculo do anus. Não fosse esse controle, as bolas sairiam com a pressão da corda. Tocar o violino árabe era uma forma dos sultões demonstrarem a seus convidados a preciosidade de seus meninos, exibidos como verdadeiras jóias.
Ao ver tal cena, meu interior se horrorizou, mas este tipo de entretenimento seria comum e perversidades seriam elevadas a cada visita.
sábado, 24 de novembro de 2007
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
O molho de chaves
Passaram-se muitos dias desde que Morrís saiu para caçar.
Eu sentia tanto sua falta... mas desprezava as infernais e amargosas ervas que havia deixado para que eu tomasse.
Joguei-as todas fora.
A época era de descoberta, eu e jocker estávamos brincando de “encontrar chaves”.
A brincadeira era o seguinte: havia no molho que eu carregava chaves de todos os tipos, cada uma de uma porta diferente a qual eu havia trancado no decorrer de minha jornada até a cabana.
O tamanho, a espécie e a cor, representavam um tipo de troféu. Era o resultado material de um plano bem sucedido.
Eu então escondia pelo casebre, várias destas chaves, deixando que jocker procurasse por elas;
Se alguma fosse encontrada o prêmio seria narrar a historia desta.
“ Um molho de chaves são suficientes para abrir muitas portas; mas haverá algum dia em que todas as portas serão abertas?”
A chave debaixo do tapete
Jocker e seu entusiasmo. Deliciosa mistura para minha diversão.
Seus olhos eram cegos pela curiosidade, mas a sagacidade e perseverança naquele ser era o que mais me espantava.
Era um jogo, eu amava jogos, ela era uma boa jogadora.
O dia estava quase se despedindo de nós, quando ouvi um espantoso grito.
-ACHEI!
Sorri apenas.
-Mestra, veja esta!
A chave era de um tempo majestoso: feita de cristal límpido, pequena, com mantras em relevo gravados por toda a superfície;
A chave pertencia à época do inicio... O meu inicio.
- Mestra a encontrei embaixo do tapete, simples, mas o cristal se misturava ao chão, imitando a habilidade da superfície a qual foi deixada. Como um camaleão.
- Sim. Esta é a chave da adaptação. Somos criados para nos adaptar a qualquer ambiente, isto se deve porque somos parte da terra e tudo que há na terra há em nós.
Feitos dos mesmos elementos químicos, respirando o mesmo ar, bebendo a mesma água.Se você puder entender cada parte tua, entender a capacidade de seu espírito, sua mente e corpo, passará a conhecer a lei da natureza.
Diga-me jocker, sabe onde começa a vida?
- mestra, seria na fecundação?
- Sim minha querida, todavia, se antecipa o começo da existência aqui neste mundo para a data da concepção. Mas o novo individuo, ainda deve reunir o status libertatis, o status familiae e o status civitatis para ser reconhecido na sociedade.
Na Idade Média, influenciado pelo Cristianismo, mais ou menos no século XII chegou-se ao consenso de que o sentido de pessoa está em um ser completo, independente e intransferível, persona como per se una. Sendo acrescido, a tal conceito, o elemento da dignidade humana no período renascentista. A personalidade jurídica se dá com o nascimento com vida (representado pela respiração do recém-nato). Os direitos da personalidade jurídica são necessários, essenciais ao resguardo da dignidade humana, portanto, universais, absolutos, imprescritíveis, intransmissíveis, impenhoráveis, vitalícios e bla´, blá, blá, blá, blá... Mas sempre se manteve que o homem “NASCEU PARA DOMINAR SOBRE A TERRA”.
Na realidade, se comparado a todos os animais, O HOMEM parece o menos preparado para tirar conclusões apropriadas nas questões que afetam mais desesperadamente sua posição no mundo. O instinto natural do homem, de facto, nunca se dirige para o que é sólido e verdadeiro; prefere tudo que é especioso e falso, inclusive sobre sua própria existência.
A CHAVE DA ADPTAÇÃO é a chave da descoberta de suas próprias capacidades e desafios, torno a mencionar que se puder conhecer a lei da natureza, és capaz de adaptar-se a qualquer lugar para a sobrevivência necessária, porque a partir deste conhecimento passará a fazer parte fisicamente do ambiente e assim sendo conhecido como “parte do corpo”, aumentará as facilidades de estratégias sensatas e inteligentes, para alcançar a posição almejada ou plano final.
Pense sobre o que aprendeu sobre esta chave....
Eu sentia tanto sua falta... mas desprezava as infernais e amargosas ervas que havia deixado para que eu tomasse.
Joguei-as todas fora.
A época era de descoberta, eu e jocker estávamos brincando de “encontrar chaves”.
A brincadeira era o seguinte: havia no molho que eu carregava chaves de todos os tipos, cada uma de uma porta diferente a qual eu havia trancado no decorrer de minha jornada até a cabana.
O tamanho, a espécie e a cor, representavam um tipo de troféu. Era o resultado material de um plano bem sucedido.
Eu então escondia pelo casebre, várias destas chaves, deixando que jocker procurasse por elas;
Se alguma fosse encontrada o prêmio seria narrar a historia desta.
“ Um molho de chaves são suficientes para abrir muitas portas; mas haverá algum dia em que todas as portas serão abertas?”
A chave debaixo do tapete
Jocker e seu entusiasmo. Deliciosa mistura para minha diversão.
Seus olhos eram cegos pela curiosidade, mas a sagacidade e perseverança naquele ser era o que mais me espantava.
Era um jogo, eu amava jogos, ela era uma boa jogadora.
O dia estava quase se despedindo de nós, quando ouvi um espantoso grito.
-ACHEI!
Sorri apenas.
-Mestra, veja esta!
A chave era de um tempo majestoso: feita de cristal límpido, pequena, com mantras em relevo gravados por toda a superfície;
A chave pertencia à época do inicio... O meu inicio.
- Mestra a encontrei embaixo do tapete, simples, mas o cristal se misturava ao chão, imitando a habilidade da superfície a qual foi deixada. Como um camaleão.
- Sim. Esta é a chave da adaptação. Somos criados para nos adaptar a qualquer ambiente, isto se deve porque somos parte da terra e tudo que há na terra há em nós.
Feitos dos mesmos elementos químicos, respirando o mesmo ar, bebendo a mesma água.Se você puder entender cada parte tua, entender a capacidade de seu espírito, sua mente e corpo, passará a conhecer a lei da natureza.
Diga-me jocker, sabe onde começa a vida?
- mestra, seria na fecundação?
- Sim minha querida, todavia, se antecipa o começo da existência aqui neste mundo para a data da concepção. Mas o novo individuo, ainda deve reunir o status libertatis, o status familiae e o status civitatis para ser reconhecido na sociedade.
Na Idade Média, influenciado pelo Cristianismo, mais ou menos no século XII chegou-se ao consenso de que o sentido de pessoa está em um ser completo, independente e intransferível, persona como per se una. Sendo acrescido, a tal conceito, o elemento da dignidade humana no período renascentista. A personalidade jurídica se dá com o nascimento com vida (representado pela respiração do recém-nato). Os direitos da personalidade jurídica são necessários, essenciais ao resguardo da dignidade humana, portanto, universais, absolutos, imprescritíveis, intransmissíveis, impenhoráveis, vitalícios e bla´, blá, blá, blá, blá... Mas sempre se manteve que o homem “NASCEU PARA DOMINAR SOBRE A TERRA”.
Na realidade, se comparado a todos os animais, O HOMEM parece o menos preparado para tirar conclusões apropriadas nas questões que afetam mais desesperadamente sua posição no mundo. O instinto natural do homem, de facto, nunca se dirige para o que é sólido e verdadeiro; prefere tudo que é especioso e falso, inclusive sobre sua própria existência.
A CHAVE DA ADPTAÇÃO é a chave da descoberta de suas próprias capacidades e desafios, torno a mencionar que se puder conhecer a lei da natureza, és capaz de adaptar-se a qualquer lugar para a sobrevivência necessária, porque a partir deste conhecimento passará a fazer parte fisicamente do ambiente e assim sendo conhecido como “parte do corpo”, aumentará as facilidades de estratégias sensatas e inteligentes, para alcançar a posição almejada ou plano final.
Pense sobre o que aprendeu sobre esta chave....
domingo, 14 de outubro de 2007
Portas abertas...segredos descobertos
Quando dei por mim, muitos dias havia se passado, deixando todas as noticias velhas.
Morrís entrou em meu quarto abrindo imediatamente as cortinas. O alvorecer mostrava seus encantos e os sinos do vento pendurados no canto estavam agitados.
Jocker beijou minha fronte, e nem por isso deixei de me sentir estéril, minhas mãos estavam frias e os pés gelados.
Eu precisava inspirar oxigênio, injetar combustível no cérebro. Morrís cobriu-me com uma manta lilás enquanto jocker procurava me amparava.
Fui levada até o jardim; Não pude deixar de sentir o adocicado perfume das flores silvestres, enquanto o vento vespertino brincava com meus cabelos vermelhos.
As arvores, escondiam os segredos do tempo com suas raízes sólidas e vividas e minha mente questionava as lágrimas que teimosas desciam sem receio ou temor.
Sentamos sob a grama fresca e verde brilhante; havia na cesta frutas frescas e geléia de framboesa. Minha boca encheu-se d água e me surpreendi num sorriso inocente, de criança recém nascida.
Jocker me servia, enquanto morrís colhia ervas para o antídoto que curaria minha agonia.
- O medo é uma reação do organismo em relação a estímulos externos que passam a ameaçar a integridade física e moral. - manifestou a curinga.
Minhas sobrancelhas levantaram-se manifestando ironia.
-Mestra, sabia que a palavra “fobia” deriva do nome do deus grego PHOBOS cuja imagem era utilizada nos escudos do exercito grego?
-Eu não sou fóbica. Respondi áspera
- mestra desculpe-me, mas precisa encarar que sua ansiedade é exorbitante e a aceleração de seus batimentos cardíacos tem crescido a medida que olhas a imagem de sua paixão platônica...
Reuni forças e preparei-me para esbofetear tal insolente, mas em seus olhos vi meu reflexo: não havia mais nada belo em mim.
Ao invés disso, rugas apoderavam de meus traços, antes delicados, agora marcados pela amargura. Eu vi neste olhar refletido um pedido de socorro.
Vomitei até minha bílis reclamar.
Morrís ao ver o ocorrido, correu o mais depressa que pode e ao meu lado ajoelhou-se me erguendo e gritando:
- Jure que será forte, sobreviva por favor...
Recuperei-me e nos abraçamos.
Eu repetia descontroladamente:
-Jogue-me neste lago, farás um bem a humanidade,
Jogue-me pois o deus dos mortos chama-me ao seu leito.Meus desejos são mesquinhos e cruéis, há clamor e sede de sangue em minhas mãos.
De coração partido e orgulho ferido vivo eu;
Antes corajosa general de ANUBIS, guerreira inquieta pelo poder, agora reduzida aos meus próprios monstros, devorando-me dia após dia, dando luz a insanidade.
Rogo-te Morrís, lança sobre minha cabeça sua faca de dois gumes, matando não somente minha carne mas também minha alma e espírito.
Não poupes esta criatura infeliz, sobrevivendo de lembranças irreais e desleais;
Ponha-me jaz em um tumulo frio para que minha mente pervertida e diabólica não maquine mais nenhum crime.
Este monstro atroz não deve escapar.
Se coragem no teu braço lhe falta, anda, empresta-me esta tua mortal arma.
-Que falas senhora, que infâmia declarada, fugi do opróbrio... -chorava a jocker.
Morrís me mantinha sobre seus braços apertando-me, temendo qualquer atitude que fosse de minha parte precipitada.
Ela ouvia o meu coração mesmo com meus gritos horrorosos cheios de dor.
Recusava a me largar.
-Não deixe que a vida expire entre seus dedos, minha doce menina.Seu peito cheio de rancor agora estás a pedir-te que fale-me de todos estes segredos profundos que escurecem seus dias e roubam seu sorriso.Deixe que eu leve junto com os ventos do sul tuas confidências para bem longe de ti...- implorava Morrís.
A lua já nascera quando olhei para a bússola dentro de mim. As portas imundas do calabouço estavam sendo destrancadas e meus mistérios haveriam de ser desvendados.
Respirei e lembrei-me de inicio.
Agora todas as feridas haveriam de ter nomes.
(continua)
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
A descoberta.
Busquei decifrar o seu papel naquele momento.
Morrís era um mosaico de sensações.
Eu sabia que seu trabalho comigo na cabana, poderia ser temporal, e ela era no momento era a protagonista de personalidade marcante que aliviava a dor meus dias de lua negra.
“Alma gêmea é aquela pessoa que têm mais afinidades do que diferenças.”
Ela era a minha face virgem, que simbolizava o equilíbrio entre o poder e a piedade.
E como toda princesa amazonas, cujo futuro era substituir a rainha já cansada, era dona de uma riqueza cultural e estava entre a opulência e a pobreza, a fé e a desesperança, era lúcida em aspecto singular e pessoalmente estava predisposta em me apresentar as riquezas do novo mundo.
Aconteceu que Jocker concebera medo de Morrís; Eis que contarei sobre este dia.
Nos dias em que a enfermidade me alcançava, jocker sentia-se livre para limpar suas roupas de agouros ruins e antigos; Tirava-a em um ritual fantástico, momento a qual detalharei em outra hora.
A amazona presenciou tal ocasião sem pretensão alguma de inicio, mas o êxtase de tal a visão levou-a ser uma observadora impercebível. Somente anos após contou-me o fato.
“... a criatura que vi era um gênero independente, tanto em forma como em nome, príncipe de ambos os sexos, masculino e feminino, e não um ser submetido ao desprezo e à infâmia; sua forma era totalmente arredondada, seus ombros e suas costas formavam um circulo. Tinha quatro braços e quatro pernas, bem como dois órgãos sexuais, dois rostos distintos e opostos, com suas respectivas orelhas em uma única cabeça apoiada em um pescoço circular. Caminhava em posição ereta, tanto para a frente como para trás; porém quando me viu, eis que começou a correr, e girando em forma de sino, (assim como fazem os acrobatas,) apoiou os braços e as pernas contra o solo até retornar à posição vertical, o que lhe dava grande velocidade, de forma semelhante à maneira como a adquirem as rodas em movimento...”
Todo ser que é descoberto em suas fragilidades, torna-se vulnerável. Com a jocker não seria diferente. Retornou pela noite já com suas roupas vestidas e limpas, e para ela, Morrís havia se tornado uma ameaça.
Na época eu nada sabia.
terça-feira, 18 de setembro de 2007

Pelo mensageiro foi informada que esteve na corte.
Morrís, era uma princesa amazonas, que se vestia como camponesa para viajar e conhecer outros reinos acumulando conhecimentos e culturas. Em uma destas aventuras a conheci.
Eu ainda estava com a minha alma engessada, recuperando-me, quando ouvi burburinhos. Ela foi trazida pela jocker, que com sorriso arregalado entrou em meu quarto.
- Estou convencida de que muitas pessoas definham em masmorras, quando por direito poderiam andar pelos terraços do palácio. –disse Morrís em tom doce e baixo.
Meu corpo dolorido e fraco impedia qualquer manifesto imediato.
Eu estava definhando. Isto era fato.
Ela sentou-se na cama, procurando ver meu rosto, eu o escondia de propósito.
A jocker observava, estudava a cena, se preparava para intervir se preciso.
A princesa deixou pender para o lado a espada, o escudo. De dentro de uma bolsa de couro a qual sempre carregava consigo, pegou algumas porções que preparava com ervas mágicas. Fez a mistura necessária e com a ajuda da jocker tirou o cobertor que tampava minhas feridas já apodrecidas.
Retorcia-me de dor, e com muita dificuldade Morrís limpou toda aquela ferida;cantava também uma canção que falava de sua terra.
- As flores mesmo no inverno florescem sob a neve, preciso que reflita nisso. Dormirei aqui até que fique sadia novamente - a amazonas disse em bom tom.
Notei que jocker olhou para ela com olhar incandescente. Eu sorri em meu intimo
Morrís, era uma princesa amazonas, que se vestia como camponesa para viajar e conhecer outros reinos acumulando conhecimentos e culturas. Em uma destas aventuras a conheci.
Eu ainda estava com a minha alma engessada, recuperando-me, quando ouvi burburinhos. Ela foi trazida pela jocker, que com sorriso arregalado entrou em meu quarto.
- Estou convencida de que muitas pessoas definham em masmorras, quando por direito poderiam andar pelos terraços do palácio. –disse Morrís em tom doce e baixo.
Meu corpo dolorido e fraco impedia qualquer manifesto imediato.
Eu estava definhando. Isto era fato.
Ela sentou-se na cama, procurando ver meu rosto, eu o escondia de propósito.
A jocker observava, estudava a cena, se preparava para intervir se preciso.
A princesa deixou pender para o lado a espada, o escudo. De dentro de uma bolsa de couro a qual sempre carregava consigo, pegou algumas porções que preparava com ervas mágicas. Fez a mistura necessária e com a ajuda da jocker tirou o cobertor que tampava minhas feridas já apodrecidas.
Retorcia-me de dor, e com muita dificuldade Morrís limpou toda aquela ferida;cantava também uma canção que falava de sua terra.
- As flores mesmo no inverno florescem sob a neve, preciso que reflita nisso. Dormirei aqui até que fique sadia novamente - a amazonas disse em bom tom.
Notei que jocker olhou para ela com olhar incandescente. Eu sorri em meu intimo
domingo, 9 de setembro de 2007
Na casa de Dona Autoridade
Era constantes as chuvas naqueles dias; Eu fragilizada pelas nefastas conseqüências de erros pequenos me escondia entre as cobertas sob a cama;Infringia todas as leis de Murph.
“É difícil sustentar um reino que se leva a falência, a beira da ruína.Eu destruir grande partes de suas plantações e tornei seu solo infértil. Não posso tão pouco ressuscitar a quem tirei a vida”
Suspirei, lagrimas caíram maculando minha fortaleza de orgulho e austeridade.Parecia estar desmascarando a criatura corrupta que havia dentro de mim, em instantes me reduzi a uma ridícula e lamentável figura, cuja maior abominação era seu próprio reflexo.
Enquanto havia pranto, pensava sobre qual tempo permaneceria na cabana, presa sobre minhas próprias mãos.Ajeitei o travesseiro e deitei novamente; minha cabeça doía, meus olhos queimavam e um forte zumbido confundia minha audição.
Não tinha o mínimo apetite, mas meu corpo sentia o desjejum desnecessário.
Quando a porta abriu-se pude sentir o aroma de canela vindo do chá que ela trazia.Desejei ardentemente arrancar sua cabeça quando abriu as cortinas e instantaneamente veio aquele pedaço de foco solar, límpido e sorridente.
Uma expressão dolorida saiu da minha boca, recusei o chá e qualquer oferta de companhia.
Vil e maléfica era o que eu era e ponto final.
Imparcial de minha vontades, sentou-se na cama e começou a passar as mãos em meus cabelos.
As lagrimas eram desobedientes, e ela em sua complacência, começou a cantar baixinho alguma canção em um dialeto desconhecido por mim.
Uma melodia doce trouxe suavidade ao lugar, eu adormeci em instantes, e comecei a sonhar...
Sonhei que estava em uma terra estranha habitadas por criaturas bizarras;Olhei para mim e aparentemente parecia que voltei a ter 8 anos de idade.
Pude notar ao meu redor, o deserto, e a metros de mim um casebre com pequeno portão; Não perdi tempo e com palmas procurei chamar atenção de alguém ou de algo.
Uma criatura começou a latir de trás para frente, algo parecido com um cachorro, e foi e quando a figura estranhíssima surgiu na porta.Tinha quase 3 metros de altura, suas sobrancelhas grossas encontravam-se dando mais pujança em suas expressões faciais; Seus olhos tinham pupilas completamente dilatadas, o que causou-me um medo imediato; Seu corpo delgado com vestes negras lembrava das figuras de morte que tinha visto no baralho de tarô da vovó.
Eu, preparada para correr não intentei palavra alguma...quando escutei:
-Quem ES tu pequenina?
Nenhuma reação da minha parte, estava inteiramente paralisada.
-Quem ES tu criança???
-Sou alguém perdida e procuro ajuda. -Finalmente respondi.
-Não lembro-me de teu rosto, habitas nesta terra?
Minha cabeça balançou negativamente.
-Pois bem, acompanhe-me...
Ela abriu o portão que nos separava, entrei receosa.
O casebre se transformou em um grande lugar, e revelou-se interiormente ter muitos cômodos com muitas portas, e todos fechados e trancados a chave.
Segui-a até o que seria a biblioteca; espantada olhei as grandes estantes com altura infinitas e isso fazia daquele lugar, um labirinto de influências e fertilidade intelectual.
Sentei na grande poltrona inclinada, apontada pelos grandes e magros dedos.
Apesar das suas estruturas magistrais, o lugar era limpo e não tinha o costumeiro cheiro de mofo que as bibliotecas costumam ter.
- Meu nome é autoridade, sou um gênero supremo do poder... – descreveu-se rapidamente.
- Eu não sei como cheguei aqui... -falei
- Sua consciência lhe trouxe juntamente com seus sentidos aflorados, perturbados por sua fuga obscura pela vida e receio da realidade.
- Não desejo falar sobre isso.
Uma gargalhada assombrosa invadiu a tranqüilidade do recinto.
-Não se escapa de si mesmo por muito tempo;
-poderia me indicar a saída?
-Claro, mas saiba que nos veremos mais vezes....
Percorremos novamente o corredor, e quando cheguei ao portão olhei novamente para o animal e curiosa perguntei o que seria tal besta.
- O que corre atrás do próprio rabo, míope por natureza se chama INSANO, ele tem fome constante e inacabável de uma comida que não existe.E o da esquerda, quieto, porém sóbrio, é SANO, às vezes seu olhar resplandece respeito e verdade.
Falei que a vasilha de SANO, estava vazia enquanto a de INSANO cheia, apesar deste descontentamento deste.
- É porque às vezes me perco em minhas viagens ao reino da imprudência, então, até que estabeleça a ordem dos pensamentos na minha cabeça, acabo alimentando mais o INSANO, pela insistência dos seus latidos.
Neste instante acordei.
“É difícil sustentar um reino que se leva a falência, a beira da ruína.Eu destruir grande partes de suas plantações e tornei seu solo infértil. Não posso tão pouco ressuscitar a quem tirei a vida”
Suspirei, lagrimas caíram maculando minha fortaleza de orgulho e austeridade.Parecia estar desmascarando a criatura corrupta que havia dentro de mim, em instantes me reduzi a uma ridícula e lamentável figura, cuja maior abominação era seu próprio reflexo.
Enquanto havia pranto, pensava sobre qual tempo permaneceria na cabana, presa sobre minhas próprias mãos.Ajeitei o travesseiro e deitei novamente; minha cabeça doía, meus olhos queimavam e um forte zumbido confundia minha audição.
Não tinha o mínimo apetite, mas meu corpo sentia o desjejum desnecessário.
Quando a porta abriu-se pude sentir o aroma de canela vindo do chá que ela trazia.Desejei ardentemente arrancar sua cabeça quando abriu as cortinas e instantaneamente veio aquele pedaço de foco solar, límpido e sorridente.
Uma expressão dolorida saiu da minha boca, recusei o chá e qualquer oferta de companhia.
Vil e maléfica era o que eu era e ponto final.
Imparcial de minha vontades, sentou-se na cama e começou a passar as mãos em meus cabelos.
As lagrimas eram desobedientes, e ela em sua complacência, começou a cantar baixinho alguma canção em um dialeto desconhecido por mim.
Uma melodia doce trouxe suavidade ao lugar, eu adormeci em instantes, e comecei a sonhar...
Sonhei que estava em uma terra estranha habitadas por criaturas bizarras;Olhei para mim e aparentemente parecia que voltei a ter 8 anos de idade.
Pude notar ao meu redor, o deserto, e a metros de mim um casebre com pequeno portão; Não perdi tempo e com palmas procurei chamar atenção de alguém ou de algo.
Uma criatura começou a latir de trás para frente, algo parecido com um cachorro, e foi e quando a figura estranhíssima surgiu na porta.Tinha quase 3 metros de altura, suas sobrancelhas grossas encontravam-se dando mais pujança em suas expressões faciais; Seus olhos tinham pupilas completamente dilatadas, o que causou-me um medo imediato; Seu corpo delgado com vestes negras lembrava das figuras de morte que tinha visto no baralho de tarô da vovó.
Eu, preparada para correr não intentei palavra alguma...quando escutei:
-Quem ES tu pequenina?
Nenhuma reação da minha parte, estava inteiramente paralisada.
-Quem ES tu criança???
-Sou alguém perdida e procuro ajuda. -Finalmente respondi.
-Não lembro-me de teu rosto, habitas nesta terra?
Minha cabeça balançou negativamente.
-Pois bem, acompanhe-me...
Ela abriu o portão que nos separava, entrei receosa.
O casebre se transformou em um grande lugar, e revelou-se interiormente ter muitos cômodos com muitas portas, e todos fechados e trancados a chave.
Segui-a até o que seria a biblioteca; espantada olhei as grandes estantes com altura infinitas e isso fazia daquele lugar, um labirinto de influências e fertilidade intelectual.
Sentei na grande poltrona inclinada, apontada pelos grandes e magros dedos.
Apesar das suas estruturas magistrais, o lugar era limpo e não tinha o costumeiro cheiro de mofo que as bibliotecas costumam ter.
- Meu nome é autoridade, sou um gênero supremo do poder... – descreveu-se rapidamente.
- Eu não sei como cheguei aqui... -falei
- Sua consciência lhe trouxe juntamente com seus sentidos aflorados, perturbados por sua fuga obscura pela vida e receio da realidade.
- Não desejo falar sobre isso.
Uma gargalhada assombrosa invadiu a tranqüilidade do recinto.
-Não se escapa de si mesmo por muito tempo;
-poderia me indicar a saída?
-Claro, mas saiba que nos veremos mais vezes....
Percorremos novamente o corredor, e quando cheguei ao portão olhei novamente para o animal e curiosa perguntei o que seria tal besta.
- O que corre atrás do próprio rabo, míope por natureza se chama INSANO, ele tem fome constante e inacabável de uma comida que não existe.E o da esquerda, quieto, porém sóbrio, é SANO, às vezes seu olhar resplandece respeito e verdade.
Falei que a vasilha de SANO, estava vazia enquanto a de INSANO cheia, apesar deste descontentamento deste.
- É porque às vezes me perco em minhas viagens ao reino da imprudência, então, até que estabeleça a ordem dos pensamentos na minha cabeça, acabo alimentando mais o INSANO, pela insistência dos seus latidos.
Neste instante acordei.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Conversa Franca (2 parte)
Os ruídos da chuva eram de certo modo apavorantes.
(tal como o dia em que me afrontei)
Mas hoje, a confidência não haveria de ser minha...
O calor da lareira nos convidou ao aconchego das almofadas no sofá.
Ela havia conseguido para nos, um cálice da ultima garrafa de vinho; Novamente um pedido discreto para reiniciar a conversa antes dispersa pelo vendaval.
Ela estava enlouquecida por atenção e de seus poros expiravam lembranças, fatos, momentos... E não queria desperdiçá-los no esquecimento.
“Quando uma pessoa passa a frente o conhecimento que adquiriu durante a sua jornada, esta consequentemente imortalizando as suas idéias e objetivos”.
Naqueles próximos minutos haveria uma coligação entre dois seres, talvez uma profusão magnífica de entusiasmo ou talvez as suas confissões houvessem de ser badalos que despertariam instintos jovens neste ser, que agora jaz na ferrugem emocional.
Deliciei-me com a minha parte do vinho, e esperei sua resposta.
Ela olhou-me, e era obvio que refletia na melhor explicação.
Eu, compenetrada em seus movimentos, deixei escapar um sorriso descarado...
Em resposta sua sobrancelha esquerda ergueu-se e retrucou:
- Naipe? à mestra refere à família? à estilo?
Franzi minha fronte e mordi instantaneamente meu lábio inferior, ela não perdeu tempo...
-Inicialmente, o jogo de cartas foi invenção divertida dos nobres, para não perderem seus títulos herdados nas diversas dividas que eram acumuladas pelos seus feudos maus administrados.
Uma mesa era coberta com um grande pano verde, simbolizando o campo;
Na jogatina, apostavam pedaços de terra e escravos.
Um sentimento único, uma emoção diferente nunca vivida antes, poderia levar um tolo a tornar-se mais rico, ou ser levado a pobreza sem ter sido saqueado.
O baralho, ou “baraja” representava a sociedade.
O naipe surgiu como uma forma de caracterizar uma classe, um tipo de família e até uma aliança.
O NAIPE DE OURO simbolizava as moedas de ouro e representava os comerciantes;
O NAIPE DE COPAS simbolizava taças e representa o clero;
O NAIPE DE ESPADAS simbolizava as espadas e representava os militares;
O NAIPE DE PAUS simbolizava a classe proletária, os camponeses.
A DAMA, O REI E O VALETE vieram à medida que sofisticavam os jogos;
Como minha mestra pode notar tudo é um “jogo de cartas”.
Eu não possuo naipe, e minha figura pitoresca foi reproduzida de relance pela versatilidade em “mascarar vantagens”...
Então remodelei minha pergunta e principal dúvida:
- De que pátria vieste afinal?
A Jocker suspirou, e com olhos baixos respondeu:
- Posso me considerar latrina de ALECTO, diversão de MELPÔMENE, brinquedo manipulável de TALIA, escrava de EUFROSINA E AGLAÉ.
Pedi aos SÁTIROS que abençoasse meu cetro, prestei reverência a CALÍOPE no equinócio e no solstício à EUTERPE.
Também sou seguidora de NÊMESE, e quem sabe se fui enviada para satirizar os lideres da terra...
A lareira pedia mais fogo. E sem minha permissão, ela foi à dispensa para pegar mais lenha...
(tal como o dia em que me afrontei)
Mas hoje, a confidência não haveria de ser minha...
O calor da lareira nos convidou ao aconchego das almofadas no sofá.
Ela havia conseguido para nos, um cálice da ultima garrafa de vinho; Novamente um pedido discreto para reiniciar a conversa antes dispersa pelo vendaval.
Ela estava enlouquecida por atenção e de seus poros expiravam lembranças, fatos, momentos... E não queria desperdiçá-los no esquecimento.
“Quando uma pessoa passa a frente o conhecimento que adquiriu durante a sua jornada, esta consequentemente imortalizando as suas idéias e objetivos”.
Naqueles próximos minutos haveria uma coligação entre dois seres, talvez uma profusão magnífica de entusiasmo ou talvez as suas confissões houvessem de ser badalos que despertariam instintos jovens neste ser, que agora jaz na ferrugem emocional.
Deliciei-me com a minha parte do vinho, e esperei sua resposta.
Ela olhou-me, e era obvio que refletia na melhor explicação.
Eu, compenetrada em seus movimentos, deixei escapar um sorriso descarado...
Em resposta sua sobrancelha esquerda ergueu-se e retrucou:
- Naipe? à mestra refere à família? à estilo?
Franzi minha fronte e mordi instantaneamente meu lábio inferior, ela não perdeu tempo...
-Inicialmente, o jogo de cartas foi invenção divertida dos nobres, para não perderem seus títulos herdados nas diversas dividas que eram acumuladas pelos seus feudos maus administrados.
Uma mesa era coberta com um grande pano verde, simbolizando o campo;
Na jogatina, apostavam pedaços de terra e escravos.
Um sentimento único, uma emoção diferente nunca vivida antes, poderia levar um tolo a tornar-se mais rico, ou ser levado a pobreza sem ter sido saqueado.
O baralho, ou “baraja” representava a sociedade.
O naipe surgiu como uma forma de caracterizar uma classe, um tipo de família e até uma aliança.
O NAIPE DE OURO simbolizava as moedas de ouro e representava os comerciantes;
O NAIPE DE COPAS simbolizava taças e representa o clero;
O NAIPE DE ESPADAS simbolizava as espadas e representava os militares;
O NAIPE DE PAUS simbolizava a classe proletária, os camponeses.
A DAMA, O REI E O VALETE vieram à medida que sofisticavam os jogos;
Como minha mestra pode notar tudo é um “jogo de cartas”.
Eu não possuo naipe, e minha figura pitoresca foi reproduzida de relance pela versatilidade em “mascarar vantagens”...
Então remodelei minha pergunta e principal dúvida:
- De que pátria vieste afinal?
A Jocker suspirou, e com olhos baixos respondeu:
- Posso me considerar latrina de ALECTO, diversão de MELPÔMENE, brinquedo manipulável de TALIA, escrava de EUFROSINA E AGLAÉ.
Pedi aos SÁTIROS que abençoasse meu cetro, prestei reverência a CALÍOPE no equinócio e no solstício à EUTERPE.
Também sou seguidora de NÊMESE, e quem sabe se fui enviada para satirizar os lideres da terra...
A lareira pedia mais fogo. E sem minha permissão, ela foi à dispensa para pegar mais lenha...
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